sábado, 19 de novembro de 2011

Estou postando essa atividade para deixar uma sugestão para alunos que precisam fazer o registro das atividades e ainda não tem dominio da leitura e escrita.
No primeiro momento o aluno oralmente relatou o que gostava e depois iniciamos o registro. A cópia da escrita da lousa, uma frase demorou 15 minutos. Para continuar motivando o aluno solicitei que colorisse na prancha de ações o que gostava e recortasse. Na sequencia o aluno escolheu o desenho de dois amigos se abraçando de outra prancha do software BOARDMAKER WITH SD PRO. Através desses recursos o aluno montou seu texto participou ativamente da atividade, demonstrou satisfação. E o interessante podemos descobrir o centro de interesse do aluno vendo suas preferencias e a apartir disso estimularmos o aprendizado. E com certeza em conjunto trabalharemos a auto-estima desses alunos que é de suma importancia.
OBS.: O nome do aluno no inicio da atividade foi retirado para não expor o aluno.
Espero ter colaborado com quem visitou o blog.
Abraços
Flávia R.Oliveira

sábado, 12 de novembro de 2011

Buscando ponto de interesse

A aluna é indiferente quanto ao contexto escolar, não demonstra interesse ao aprendizado e nem ao uso de materiais de uso comum na sala de aula. Seu cognitivo está bem comprometido e sua coordenação motora pouco desenvolvida. Tem dificuldade na comunicação oral por apresentar dificuldades na fala. A aluna tem síndrome de Donw.
Mas tenho procurado assuntos de interesse da aluna para que a mesma se motive ao aprendizado. Nos atendimentos observei o interesse da aluna por instrumentos musicais e tenho trabalhado com a exploração dos instrumentos e depois o uso dos materiais diversos (lápis de cor, canetinha, giz de cera, cola e massinha) para pintar os desenhos. Desta forma percebi um maior interesse da aluna e não tem tanta resistência ao aprendizado. E depois dessa estratégia tenho observado que a aluna esta mais tranqüila nos atendimentos.
De inicio encontramos diversas dificuldades, mas tenho aprendido que quando queremos algo devemos ser insistentes e buscar formas de realizá-las. E percebemos que esses alunos apesar de diversas dificuldades têm mais capacidades até do que imaginamos. E isso que nos impulsiona a ir além.

Flávia Rocha de Oliveira

Relato de um caso bem especial

Na observação de vários atendimentos, diálogos com a mãe e relatos da sala de aula da professora, constatei que a aluna apresenta dificuldade para se comunicar por se muito tímida, na coordenação motora, atenção e concentração e tem baixa auto-estima.
De inicio só recebi o diagnostico que foi da deficiência intelectual que me impulsionou a escolher jogos diversificados para auxiliar a desenvolver a cognição e ainda pensei tem vários jogos no computador que posso utilizar. Tentei alguns jogos e não deram resultados e agora o que fazer.
Comecei a buscar incessantemente alternativas que mostrassem resultados e descobri que com os quebras cabeças simples alguns resultados e até esse momento a aluna já estava se familiarizando comigo. Insisti e hoje a aluna consegue montar quebra cabeças com até 60 peças.
Para dar continuidade e atender as necessidades da aluna estou trabalhando o corpo humano. Porque trabalhamos o corpo humano com aluna? Respondo essa questão com outra, porque precisamos conhecer nosso corpo? Para que possamos cuidar, só cuidamos realmente do que conhecemos. De que maneiras foi trabalhado: Através da musica “boneca de lata”, quebra cabeça, cruzadinha, massinha para reproduzir o corpo humano, sequenciação das palavras com as letras móveis e ilustração. E ainda estou conseguindo realizar jogos com regras simples como o jogo da velha, trilhas e caça palavras no computador.
Percebi uma grande evolução da aluna esta mais interativa, aumentou a concentração, consegue recontar fatos passados com clareza e o mais importante agora percebo que ela esta feliz. Ainda existe um grande trabalho a ser realizado.
Uma lição que tenho aprendido ao longo dos anos trabalhando com educação especial é que nenhum tipo de diagnóstico de deficiência é o suficiente para apontar como deve ser o trabalho. Precisa de profissionais capacitados e que tenham reflexões sobre sua pratica diária e busquem incessantemente alternativas para promover o desenvolvimento desses alunos. Grandes conquista podem ser alcançadas com grandes profissionais.
“A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades...” “Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.”
                                                                                   Rubem Alves


Flávia Rocha de Oliveira

Promovendo a interação para provocar conhecimento

O atendimento educacional especializado busca promover uma interação com as famílias e também auxiliá-las no processo de aprendizagem de seus filhos. Para atender essas necessidades preparamos uma atividade com o grupo de pais.
Essa atividade aconteceu na sala de recursos multifuncionais que foi produção de massinha caseira. Iniciamos a atividade solicitando auxilio de uma mãe para leitura da receita, algumas para colocar os ingredientes e outras para misturar. Depois de finalizada todas as mães tiveram a oportunidade de pegar a massinha para produzir algo que quisesse. Falamos como é prazeroso brincar e que devem deixar tempo para fazer isso com seus filhos, ou seja, dedicar tempo para o filho. Aproveitando explicamos a importância de dar autonomia para que os filhos realizem tarefas simples e depois ir aumentando. Essas tarefas devem ser explicadas a cada passo e com certeza se surpreenderam com as capacidades que eles mostraram.
Falamos do trabalho que tem sido realizado nos atendimentos do AEE e os pais viram a pasta de atividades e todos os pais que os alunos têm sido freqüentes, relataram que observaram um grande avanço dos filhos. E aproveitamos para falar como é importante os pais trazerem os filhos nos atendimentos. 

Aproveitamos para relatar aos pais que é bom que se unam e se fortaleçam em grupo, pois sabemos de algumas dificuldades pelas quais passam e essa troca entre eles é muito importante.

Flavia R. de Oliveira